Patologias

Esteatose Hepática

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O fígado é considerado a maior glândula do corpo humano. Possui em  média  1,4 kg  no adulto. Ele é um importante órgão, dentre suas funções temos:

Síntese do colesterol

Conversão de amônia em uréia

Desintoxicação do organismo

Síntese, armazenamento e quebra do glicogênio à partir de carboidratos

Produção de gorduras

A esteatose hepática é uma doença que  possui cura. Ela é marcada pelo acumulo excessivo de gordura no fígado. Ela ocorre quando a quantidade de gordura que chega ao fígado é maior que as porções que são metabolizadas e exportadas. Quando o teor de trigliceriodeos nas células hepáticas ultrapassa os 5% do peso total do fígado, a patologia é constatada. A esteatose sobrecarrega o fígado e consequente debilita suas funções e pode evoluir para um quadro de cirrose e insuficiência hepática, levando a perda da função do órgão.

Principais Causas

Normalmente, o fígado exporta gorduras para alguns tecidos como músculos e tecido adiposo, contudo uma alimentação excessivamente lipídica ou deficiências na produção de proteínas transportadoras de lipídios (LDL, HDL…) podem gerar acumulo de triglicérides nos hepatócitos (células do fígado). Além disso, doenças diabetes e obesidade podem influenciar o nível de gordura no fígado.Estudos revelam que a resistência à insulina (diabetes insipida) pode levar ao aumento do nível de triglicerídeos nos hepatócitos devido à oxidação ineficiente de ácidos graxos, aumento da síntese e absorção e diminuição da secreção pelo fígado de lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL).

A oxidação dos ácidos graxos no fígado dos seres humanos e da maioria dos outros mamíferos forma o acetil-CoA pode entrar no ciclo do ácido cítrico( ciclo de Krebs) , ou pode ser convertido nos chamados “corpos cetônicos”, acetoacetato, D-β-hidroxibutirato e acetona, que são exportados para outros tecidos através da circulação sanguínea( pois são solúveis em agua), posteriormente retornam a acetil-CoA nas mitocôndrias em outras células.

beta oxi.

Radicais livres e a esteatose

Para chegarmos à essa relação é preciso estabelecer como os radicais livres interagem com lipídeos. Os ácidos graxos polinsaturados dos fosfolipideos ( membrana plasmática) podem ser peroxidados pelos Radicais livres, em situações de perigo, gerando espécies toxicas e consequentemente ativando castas imunológicas.Lipideos peroxidação

 

Esses ácidos graxos peroxidados podem entrar em outras estruturas celulares. A enzima fosfolipase, ativada pelas espécies toxicas, desintegra os fosfolipideos, lesando assim as membranas plasmáticas,  mitocôndrias e outras estruturas membranosas o que provoca a morte das células hepáticas. . Alguns estudos revelaram que a produção excessiva de radicais livres, gerando dano mitocondrial acarretam consumo calórico excessivo e estresse do retículo endoplasmático, organela celular envolvida na síntese lipídica. No nível celular, desordens mitocondriais podem gerar desordens no metabolismo de carboidratos e lipídios, o que aumenta o risco de e esteatose hepática. Os próprios radicais livres podem ainda inibir o consumo de oxigênio nos adipócitos aumentando ainda mais o acúmulo de gordura.

 

Os sintomas

Como a doença normalmente é adquirida em longos períodos de tempo, os sintomas são mais visualizados em caso súbitos e podem surgir como dor na parte superior direita do abdômen e icterícia.

 

O diagnóstico e tratamento

O diagnostico inicial é feito pelo histórico alimentício e as dores na já referidas regiões. A palpação física revela um fígado almentado com superfície lisa , sem dor.

Após o exame físico, alíquotas de sangue que analisadas possuam valores alterados das enzimas Trasaminase Glutâmica Oxalacética (TGO), Transaminase Glutâmico Pirúvico (TGP) e do Gama Glutamil Transpeptidasa (Gama GT) afirmariam a doença. Ecografias e tomografias revelando gordura no fígado também valeriam de respaldo para o profissional da saúde, contudo o diagnóstico certo é realizado após a biopsia do órgão.

Os tipos de tratamento variam de acordo com a causa da doença, entretanto seus focos residem no fato de retirar o excesso de gordura circulante na corrente sanguínea e consequente diminuição no fígado.

 

Referências:

http://dicasdanutricionista.com.br/2012/09/18/disfuncao-mitocondrial-ganho-de-peso-resistencia-a-insulina-e-esteatose-hepatica/

http://imageshack.us/a/img411/1672/semttulouxp.jpg

http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/hospital/especialidades/nucleo-avancado-figado/doencas-hepaticas/Paginas/esteatose-hepatica.aspx

http://www.equilibrionutricional.com.br/atualidades-nutricionais/657-esteatose-hepatica-ou-gordura-no-figado.html

 

Postado por Caio Augusto –  27/02/2013

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Banner – Gabriel Elias Salmen Raffoul:

Postado em 12/02/2013

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Estresse Oxidativo:

É entendido como uma perda no equilíbrio entre a produção de compostos oxidativos e a ação do sistema de defesa antioxidante. Quando se metaboliza o Oxigênio, por meio da cadeia transportadora de elétrons, espécies reativas de radicais livres e/ou de não-radicais são formadas. É ai que o sistema de defesa antioxidante entra, na tentativa de inibir ou de reduzir os danos causados por estas espécies reativas.

Pode-se dividir este sistema em enzimático – superoxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase – e não enzimático – que é constituído por muitas substâncias, de origem endógena ou dietética.

Com uma formação excessiva de radicais livres ou uma dificuldade da remoção destes, o processo conduz à oxidação de biomoléculas, que, portanto, perdem suas funções biológicas e/ou perdem seu equilíbrio homeostático, gerando um dano oxidativo em células e tecidos.

Neste Post, não daremos ênfase em mecanismo de geração de radicais livres, pois este tópico já foi falado em outras partes do blog. Conceituaremos o que é o Sistema de defesa antioxidante, que é dividido em Sistema de defesa enzimático e o Sistema de defesa não-enzimático. Finalmente, serão expostos alguns Fatores de modulação do Estresse Oxidativo.

Sistema de Defesa Antioxidante:

Sua função é inibir e/ou reduzir os danos causados pela ação deletéria de radicais livres ou das espécies reativas não-radicais. Diferentes mecanismos podem agir de diversas maneiras: impedindo a formação dos radicais livres ou espécies não-radicais (sistemas de prevenção); impedindo a ação desses (sistemas varredores); ou, favorecendo o reparo e a reconstituição das estruturas lesadas (sistemas de reparo).

I) Sistema enzimático:

Podemos incluir as enzimas Superoxido Dismutase (SOD), Catalase (CAT) e Glutationa Peroxidase (GPx). Seus mecanismos de ação estão explicitados ao fim do post.

A ação destas enzimas está relacionada aos mecanismos de prevenção, impedindo e/ou controlando a formação de radicais livres e das espécies não-radicais. Estas espécies estão envolvidas em cadeias que culminam com propagação e amplificação do processo e, conseqüentemente, a ocorrência de danos oxidativos.

As enzimas CAT e GPx tem igual ação: impedem o acumulo de H2O2. Isto é muito importante, pois o peróxido de oxigênio pode formar o radical OH, que é muito reativo.

O OH é muito instável e é um dos radicais mais danosos, responsável por muitos danos oxidativos. Ele está relacionado com a peroxidação lipídica, que altera a função biológica das membranas celulares, e, também, é capaz de agir sobre proteínas, o que altera sua conformação e ação. Este radical pode atacar o DNA, gerando mutações.

Por ser uma espécie muito reativa e que não apresenta defesa enzimática especializada, a manutenção do equilíbrio entre as enzimas antioxidantes é muito importante. Portanto, a GPx merece atenção especial, porque sua ação depende  da manutenção do ciclo redox da glutationa, por meio do controle da relação entre a glutationa reduzida (GSH) e oxidada (GSSG).

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II) Sistema não-enzimático:

Inclui compostos antioxidantes de origem alimentar, com destaques em: vitaminas, minerais e compostos fenólicos. Você pode encontrar informações sobre estes compostos aqui nesta seção do blog.

Fatores que modulam o Estresse Oxidativo:

 I) Dieta:

Algumas vitaminas, como a vitamina C e a Vitamina E, e o Zinco podem ser apresentados com fatores exógenos moduladores do Estresse Oxidativo.

Vitamina C:

Age protegendo o grupo tiol (-SH) – suscetível à oxidação – de algumas proteínas, como a Albumina.

 Vitamina E:

Tem efeitos contra a degradação celular e o envelhecimento.

Ajuda na defesa das membranas celulares, colaborando na manutenção de boa saúde e bom funcionamento do sistema imunológico.

Durante e depois de exercícios físicos intensos, a vitamina E ajuda a manter adequada a função imune e, também, a reduz os danos oxidativos causados pelos radicais livres.

Zinco:

O zinco age na regulação da metalotionéia, na atividade da enzima superóxido dismutase e na proteção de grupamentos sulfidrila de proteínas de membranas celulares contra a ação de metais pró-oxidantes, como o cobre e o ferro.

É um componente estrutural e catalítico da enzima superóxido dismotase (SOD), que está presente no citoplasma das células. A ação da SOD é catalisar a conversão do íon superóxido a peróxido de hidrogênio e oxigênio molecular.

II) Atividade Física:

Atividades físicas intensa aumentam o consumo total de oxigênio em até 20 vezes. Nos músculos, a captação de O2 aumenta em até 200 vezes. Estas alterações no metabolismo do oxigênio favorecem a formação de radicais livres.

Se, por um lado, as atividades físicas geram um aumento na produção de oxigênio, por outro, elas também são importantes em promoverem a ação de mecanismos de defesa antioxidante.

III) Tabagismo e Álcool:

O cigarro possui mais de 4 mil compostos. Sua fumaça libera espécies reativas de oxigênio e de nitrogênio. Além de tudo, níveis consideráveis de H2O2 também são encontrados no cigarro.

O metabolismo do etanol está diretamente envolvido na produção de componentes reativos e compromete a ação do sistema antioxidante.

Ação de algumas enzimas:

Enzima Ação
Superóxido Dismutase (SOD) Catalisa a dismutação do superóxido em oxigênio e peróxido de hidrogênio;
Catalase Decompõem H­2O2 em água e O2
Glutationa Peroxidase Responsável pela detoxificação de peróxidos orgânicos e inorgânicos, fazendo parte do sistema de defesa antioxidante enzimático celular.

 

Referências Bibliográficas:

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52732010000400013&script=sci_arttext

http://www.corpoperfeito.com.br/ce/vitamina_e

https://www.portaleducacao.com.br/esporte/artigos/3415/zinco-estresse-oxidativo-e-atividade-fisica

http://pt.wikipedia.org/wiki/Super%C3%B3xido_dismutase

http://pt.wikipedia.org/wiki/Catalase

http://pt.wikipedia.org/wiki/Glutationa_peroxidase

Postado por Gabriel Elias Salmen Raffoul –  02/01/2013

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Radicais Livres e Envelhecimento

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Postado em 02/12/2012

Pode-se definir o envelhecimento como uma conseqüência das modificações pelas quais o organismo passa ao longo do tempo, com um aumento progressivo da possibilidade de doença e de morte.

Por ser um processo fisiológico, pode ser relacionado com os Radicais Livres, seja como uma causa ou como uma conseqüência. À medida que o organismo envelhece, o sistema antioxidante envelhece paralelamente, ao passo que a produção de Radicais Livres se mantêm a níveis constantes ou mais elevados. Com o envelhecimento do sistema antixodante endógeno, que culmina em um favorecimento do estresse oxidativo, a deterioração tecidual aumenta.

O processo de envelhecimento pode ser dividido da seguinte maneira:

1ª – inicia com os 30 anos de idade, momento em que o cérebro chega à sua maturidade definitiva;

2ª – entre os 30 e 45 anos, quando existe um aumento na incidência de doenças degenerativas crônicas, principalmente nos homens, que sofrem de uma taxa de mortalidade até sete vezes maior que as mulheres, nesta mesma faixa etária;

3ª – entre os 46 e 60 anos, quando predominam as doenças degenerativas crônicas com a mesma intensidade entre homens e mulheres, nas taxas de morbimortalidade.

4ª – corresponde aos indivíduos com mais de 65 anos, momento em que o processo de envelhecimento está definitivamente estabelecido.

É possível, entretanto, aumentar a capacidade antioxidante do organismo por meio do consumo adequado de alimentos. Assim, é possível aumentar a qualidade de vida do indivíduo e diminuir a incidência de doenças relacionadas ao processo.

Alguns estudos revelam que a expectativa de vida em animais é inversamente proporcional ao consumo de O2. Esta correlação existe porque o Oxigênio, mesmo que vital para a vida animal, está diretamente envolvido na formação de radicais livres. Como exemplo, podemos citar o Peróxido de Hidrogênio (H2O2) que se origina como “resíduo” do metabolismo celular da respiração aeróbica, que, mesmo não sendo um radical, pode gerar o OH-, que é extremamente reativo.

O aumento no conteúdo de aminoácidos que são facilmente oxidados, elevando a produção de RDLs.

Assim, é possível concluir que o relacionamento de causa e efeito entre o Envelhecimento e o conceito de Radicais Livres – seja o Envelhecimento Fisiológico ou Patológico.

O processo de envelhecimento inicia-se, normalmente, quando o cérebro alcança uma maturidade, que é o momento no qual os tecidos alcançam um ponto de equilíbrio. Aos poucos, com o passar dos anos, este equilíbrio vai sendo perdido, e elementos agressores prevalecem, danificando o organismo.

O sistema antioxidante é importantíssimo para um envelhecimento mais saudável. Este sistema também envelhece, o que conflui em uma redução na capacidade de inibição dos RLs.

Portanto, pode-se entende que o processo agressivo dos RLs acaba danificando o sistema antioxidante, o que diminui o equilíbrio do meio celular, que acaba determinando um declínio das funções biológicas. Neste sentido, pode-se relacionar diretamente os Radicais Livres com o envelhecimento.

Referencias Bibliográficas:

  • Livro: Radicais Livres em Medicina, 2ª edição. Olszewer, Efrain.

Postado por Gabriel Elias Salmen Raffoul

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Via das pentose fosfato, NADPH e hemácias 

A via das pentose fosfato é uma via alternativa de oxidação da glicose, em que são produzidos ribose-5-fosfato e NADPH, além de carboidratos fosforilados com 3 a 7 carbonos.

O NADPH é um coenzima que atua em sínteses redutoras, como a via das pentose fosfato, e em reações que protegem o organismo de compostos oxidantes. Essa coenzima é caracterizada por conter um grande potencial redutor, que ora é utilizado pra gerar energia, ora pra prevenir o estresse oxidativo.

Como já falado nesse blog, radicais livres são produzidos naturalmente pelo metabolismo oxidativo e, quando reagem com macromoleculas, alteram sua forma, logo sua função.  Também naturalmente, existem complexos enzimáticos, como a superoxido mutase e a catalase, além das vitaminas antioxidantes, que combatem os radicais livres.

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Porém, algumas células, como as hemácias, são mais sensíveis à exposição aos radicais livres, por possuírem apenas algumas vias metabólicas e não seremcapazes de reporem grande quantidade as macromoleculas lesionadas.


Por exemplo, o contato do peróxido de hidrogênio com a hemácia leva à oxidação do íon ferroso, com liberação de hidroxila, radical livre altamente reativo. O íon Fe3+  no lugar do Fe2+  impede o transporte de gases. Por sua vez, a hidroxila produzida reage com ácidos graxos poliinsaturados, que compõem a membrana plasmática, oxidando-os e provocando a lise da hemácia.

images-4Pra impedir essas series de reações, entram o NADPH associado com a glutationa!!

A glutationa reduz o peróxido de hidrogênio, reação catalisada pela glutationa peroxidase, que tem como produtos água e glutationa dissulfeto. Essa é reduzida por NADPH, restaurando a glutationa.

A glutationa também mantém o íon ferro do grupo heme da hemoglobina no estado Fe2+.
Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase

Algumas pessoas possuem uma mutação genética que se traduz na não produção dessa enzima. Sem ela, a glicose-6-fosfato não é descarboxilada e não é produzido o NADPH.

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Apesar de isso parecer uma desvantagem, em regiões endêmicas de malária, a ausência dessa enzima traz vantagens, por promover um ambiente inóspito para o plasmodium falciparum, que, necessariamente, cumpre um ciclo vital dentro da hemacia. Porém, os indivíduos com esse anomalia são mais suscetíveis ao estresse oxidativo. Então, seocorre um aumento de radicais livres, o que requer uma grande quantidade de NADPH, essas pessoas apresentarão um quadro de anemia hemolitica grave, devido à lise das hemacias.

Bibliografia: Bioquímica Básica. TORRES, Bayardo e MARZZOCO, Anita.

Postado por Camila Beltrão.

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Câncer de Cólon e Estresse Oxidativo:

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Câncer:

De uma maneira geral, o Câncer pode ter muitos fatores que influenciem no seu surgimento, como, por exemplo: Hábitos alimentares ruins, vida sedentária, tabagismo, álcool e etc. Contudo, em uma análise mais específica, esta é uma doença do DNA. Então, fatores externos e internos que possam, de alguma maneira, alterar o DNA de modo a afetar proteínas específicas, como aquelas que são responsáveis pelo controle do ciclo celular, são fatores causadores do câncer.

Neste post, nos baseamos em uma pesquisa que correlaciona o Câncer de Cólon com o Estresse Oxidativo, feita por pesquisadores da USP.

Bioquímica do Câncer

É uma doença caracterizada por um crescimento descontrolado de células cancerígenas. Quanto mais idade um indivíduo tem, mais chances ele terá de desenvolver esta doença. Um indivíduo de 70 anos, por exemplo, pode ter até 100 vezes mais chances de apresentar a doença que um indivíduo de 20 anos.

Essa doença é, em última análise, uma doença do DNA, quando esta molécula vital sofre alterações que causam, de algum modo, perda do controle da divisão e outra características fundamentais.

A proteína p53 e o câncer:

p53

Esta proteína é encontrada em vários tumores humanos – incluindo bexiga, cérebro, mamas, cólon, etc. – fazendo do gene responsável pela sua síntese o mais comumente alterado em casos de câncer.

Ela é codificada pelo cromossomo XVII, e é chamada p53 por conta do seu peso molecular, que é de 53 Kda. Sua principal função é a manutenção  da integridade do código genético, ou seja, manter constante toda a seqüência de nucleotídeos na molécula de DNA.

Ou seja, durante a divisão celular, é a p53 a responsável por checar se a molécula de DNA esta normal. Caso contrário, ela ativa proteínas, por meio de um conjunto de reações, que são responsáveis pelo reparo do DNA. Se o DNA estiver muito mutado, e p53 age impedindo a divisão e ativando mecanismos de morte celular.

 

Câncer de Cólon:

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer – INCA – este é um tipo tratável e curável de câncer, quando detectado precocemente.

O Câncer de Cólon, ou o Adenocarcinoma de Cólon, surge como lesões benignas, pólipos, que podem crescer na parte interna do Intestino Grosso. Assim, a detecção precoce destes pólipos, antes de eles se tornarem malignos, é a medida mais eficiente para um tratamento eficaz contra a doença.

Por ser uma doença multifatorial, fatores externos (não hereditário) e genéticos podem atuar no surgimento desta doença:

                                  I)                    Genético, que inclui a polipose adenomatosa1 familiar, uma     herança autossômica dominante e o carcinoma colorretal, não-polipotico e hereditário.

                                 II)                  Não-Hereditário: Causado por fatores ambientais, como o tipo de dieta, nível de atividade física e etc.

 Níveis baixos de atividade física foram apontados, na pesquisa, como um dos fatores mais perigosos, sendo responsáveis por 13-14% dos casos de câncer do cólon, porcentagem maior que a relacionada ao fator hereditário.

A maioria das mortes relacionadas ao Câncer de Cólon são aquelas que ocorrem por que as células cancerígenas já se encontram em metástase, espalhando-se para diversos órgãos e tecidos, por meio de vasos sanguíneos e linfáticos, por exemplo.

O papel do estresse oxidativo é alterar ainda mais o material genético das células. Desta maneira, ele pode ser o fator inicial que causa o câncer, ou um fator estimulante do desenvolvimento da doença.

Estresse Oxidativo e Câncer:

Existem tipos de átomos de Oxigênio que são mais reativas que os outros tipos, por possuírem mais elétrons não pareados na camada de valência que o normal. São chamados de ERO (Espécies Reativas de Oxigênio).

Podem ser geradas pelo, por exemplo, metabolismo do peróxido de hidrogênio – H2O2 pelas mitocôndrias, peroxissomos e por processos inflamatórios.

Estas espécies podem atacar e alterar as fitas de DNA, mutando suas bases piramidais e purinas, o que pode causar a supressão de genes responsáveis pelo controle do ciclo celular,  o que pode levar ao surgimento do câncer.

Os principais genes afetados que estão correlacionados ao câncer de cólon são:

I)                    APC: É um gene supressor de tumor, cuja proteína por ele codificada é responsável pela adesão celular por meio de microtúbulos ou beta-cateina2. Logo, alterações no APC promovem uma redução na adesão celular e um conseqüente aumento na proliferação das células;

II)                  K-ras: É o oncogene mais freqüente na carcinogenese de cólon. Quando ativado, causa um crescimento nas células e um aumento da divisão celular;

III)                SMDAS: A perda da função destes genes leva à aceleração do processo de carcinogenese.

Resumidamente, podemos correlacionar a produção excessiva              de Radicais Livres e/ou um aumento na depleção de Antioxidantes com um aumento no Estresse Oxidativo, que, no caso do câncer de cólon, predispõe ao início da carcinogênese e/ou ao processo metastático.

Escolhemos não entrar em detalhes na Biologia Molecular das proteínas citadas, já que este não é o foco do Blog.

Observações:

1-      Polipose Adenomatosa Familiar: É uma herança genética que culmina na formação de pólipos no intestino grosso. Se estes pólipos não forem retirados, podem ser a causa de uma grande porcentagem do câncer do cólon.

2-      Beta-Cateina: São proteínas que fazem parte do complexo protéico responsável pela junção celular.

Referências Bibliográficas:

http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/70/415a418.pdf

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/colorretal/definicao+

http://webmail.stuba.sk/~marian.valko/PDF/Chem-Biol-Interact_2006.pdf

http://pt.wikipedia.org/wiki/Polipose_adenomatosa_familiar

http://en.wikipedia.org/wiki/Beta-catenin

http://www.google.com.br/imgres?hl=pt-BR&sa=X&tbo=d&biw=1283&bih=552&tbm=isch&tbnid=y-cp8wM6I2TDSM:&imgrefurl=http://ceasescolatecnica.com.br/noticias%3Fid%3D19&docid=GIbXSa-kiWfoDM&imgurl=http://ceasescolatecnica.com.br/Upload/Eventos/End-stage-colon-cancer-symptoms.jpg&w=800&h=447&ei=qUkNUazEJYqS9QTMwIDwCg&zoom=1&ved=1t:3588,r:2,s:0,i:88

Postado por Gabriel Elias Salmen Raffoul – 02/02/2013

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Doença de Parkinson:

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Parkinson:

A doença de Parkinson é uma condição neurológica de causas ainda desconhecidas. Sua prevalência é de 150 a 200 casos em cada 100.000 habitantes, sendo que as possibilidades do surgimento desta enfermidade são maiores a partir dos 65 anos.

Ela é caracterizada por uma desestabilização das funções motoras em virtude da disfunção de neurônios responsáveis pela produção de dopamina nos gânglios da base, que são núcleos no cérebro de mamíferos associados com o controle motor, cognição, emoções e aprendizado.

Assim, suas manifestações iniciais podem incluir: dores musculares, sensação de cansaço ou mal-estar, fala monótona, perda da espontaneidade das expressões faciais, lapsos de memória e dificuldade de concentração.

núcleos da base

Neurônios Dopaminérgicos:

São neurônios encontrados na substância negra do cérebro, responsáveis pela síntese de dopamina, um tipo de neurotransmissor responsável por estimular o sistema nervoso central. A ausência de níveis normais deste neurotransmissor está diretamente relacionada com o surgimento da doença de Parkinson.

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O estresse oxidativo e o Parkinson:

Pesquisas têm demonstrado que a morte por apoptose e/ou necrose das células está envolvida com a destruição de neurônios dopaminérgicos. Estes processos de morte celular estão ligados às mitocôndrias e ao estresse oxidativo.

Podem ser feitas duas correlações imediatas processos que influenciem no surgimento da doença: A toxicidade de certas substâncias, que podem influenciar no Parkinson, e a própria degradação da Dopamina.

Com isto ocorre: A oxidação da Dopamina pela monoamina oxidase B mitocondrial gera, além de outros produtos, a produção de espécies reativas de oxigênio.

No caso de substâncias tóxicas, o complexo I mitocondrial, envolvido na cadeia transportadora de elétrons, pode ser inibido ou até mesmo desativado, resultando em uma produção excessiva de espécies reativas de oxigênio – EROs -, em baixa produtividade de ATP e translocação do citocromo C (que também está envolvido com o ciclo do ácido ciclo) para o citosol, o que ativa a morte celular por apoptose.

Portanto, moléculas inibidoras deste complexo I, como roteona (pesticida) e 1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropiridina – MPTP   (que, por sua vez, é uma neurotoxina) estão diretamente relacionadas com o surgimento do Parkinson.

No caso do MPTP, por exemplo, níveis tóxicos desta molécula estão relacionados com o aumento das EROs e a inativação da enzima alfa-cetoglutarato desidrogenase, que é essencial no Ciclo do Ácido Cítrico.

Ao entrar nas células, a MPTP é acumulado na sua forma de cátion, MPP+, que tem como conseqüências a depleção do complexo I e o aumento da produção de EROs.

MPTP

Tratamento:

Não há cura para esta doença, porem existem medicamentos que são úteis para tratar da doença, prolongando as funções motoras do paciente e retardando os efeitos do Parkinson.

Curiosidade:

Ainda que não haja um consenso, pesquisas tem demonstrado que a Vitamina E pode estar relacionada com a proteção das células contra os radicais livres.

Estudos indicam que a d-alfa-tocoferol mitocondrial, derivado do alfa-tocoferol, a forma mais encontrada de Vitamina E, é o tipo predominante de antioxidante nas membranas mitocondriais. Portanto, tal molécula seria muito importante em períodos de estresse oxidativo.

É sabido que a capacidade das células de armazenarem a Vitamina E é limitada. Como ela é absorvida pela dieta, sua ingestão deve ser contínua, pois elas são lenta e progressivamente contidas nas células.

Referências:

http://www.parkinson.med.br/doenca.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_de_Parkinson

http://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A2nglios_da_base

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dopamina

http://ac.els-cdn.com

Postado por Gabriel Elias Salmen Raffoul, 07/02/2013

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Arterosclerose

A Arteriosclerose é uma doença que afeta as grandes artérias, levando à formação de obstruções( ateromas). Essas obstruções podem bloquear parcialmente ou totalmente artérias, afetando assim a vascularização dos tecidos por elas irrigados.
A doença pode afetar órgãos vitais como o cérebro. No referido órgão a artéria carótida é sua maior tributária. Quando bloqueada pode provocar uma isquemia cerebral transitória (pouco suprimento para o cérebro) ou um acidente vascular cerebral conhecido comumente como derrame. No coração as coronárias são muito suscetíveis ao entupimento. Mesmo com todo avanço científico atual as doenças cardíacas e neurosvasculares são as principais causas de morte no mundo.

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Isquemia e AVC

Desenvolvimento: a placa de ateroma

A placa de ateroma é composta por várias substâncias que se se acumulam na camada mais interna da parede arterial, a túnica íntima . A sua formação não acontece subitamente, seu desenvolvimento leva muito tempo, até mesmo várias décadas. A lesao inicial gera apenas um relevo na parede do vaso. Com o passar do tempo, pode chegar a fechar o vaso e tornar sua região externa muito rigida. O processo de evolução pode ser dividido em tres etapas.

Primeira: Os vários tipos de gordura que circulam pelo sangue, ácidos gordos e colesterol, infiltram-se na túnica íntima das artérias, sofrendo reações oxidativas muitas vezes por radicais livres, acumulando-se gradualmente no seu interior.

Segunda: elementos da parede arterial e macrofagos acumulam-se e desenvolvem-se progressivamente em torno do acumilo dessas substâncias gordurosas oxidadas, formando uma espécie de invólucro.

Terceira: Ocorre depósito de quantidades cada vez maiores de cálcio, um mineral que confere à placa de ateroma a sua rigidez e fragilidade características.

3 estagios

Os 3 estagios

Fatores de risco

Hipertensão arterial

Dislipidemias (niveis elevados de HDL e baixo  LDL)

Tabagismo

Diabete melito

Obesidade

Estresse

Envelhecimento.

obesidade[1]

Aterosclerose e Radicais Livres

 

Os radicais livres reagem com alguns lipídios de baixa densidade LDL, conhecido
como mau colesterol. Esses lipídios quando alterados pelos Radicais livres chamam a atenção de células imunológicas(macrófagos). Como o colesterol na corrente sanguínea pode ser alterado e migrar para a túnica média, os macrófagos realizam a limpeza necessária fagocitando os lipídios. Contudo, a morte sucessiva de macrófagos um uma região cria um depósito de colesterol na parede do vaso sanguíneo, que pode impedir o fluxo de sangue. As membranas celulares ( inclusive as dos vasos sanguíneos) são constituídas, principalmente, de lipoproteínas. Esses lipídios da membrana celular, após sucessivos ataques de radicais livres, se enrijecem.

O LDL é oxidado pelos mesmos mecanismos produtores de radicais livres usados como bactericidas como por exemplo a hidroxila. A LDL peroxidada ativa o sistema imunológico, transformando monócitos em macrófagos que se tornam residentes na área afetada. Com o aumento de volume passam a ser chamadas de celulas espumosas, aumentando cada vez mais a obstrução do vaso. Outro risco está ligado ao fato de esse ateroma poder desencadear a formação de um coagulo(Trombo), que vai até um ponto de menor diâmetro do vaso. O cálcio se depositando também influencia na fraqueza do vaso, gerando seu rompimento.

oxidação LDL

Resumo ateroma

Alguns estudos sugerem que nível elevado de ferro no sangue pode levar à aterosclerose, muito provavelmente pela formação de radicais livres que lesam as paredes vasculares. Aterosclerose é silenciosa, pois grande parte de seus sintomas só aparecem quando os vasos sanguíneos estão prestes a ficar completamente obstruídos. Uma das principais maneiras de combater a arteriosclerose é a pratica de atividades físicas e uma dieta equilibrada, reduzida referente aos lipídios. Reduzindo o estresse e colesterol e triglicérides os riscos caem drasticamente.

Tratamentos

Hoje as principias formas de tratamento são: A ingestão de antioxidantes, como a vitamina E, para reduzir a inflamação nos vasos, evitando a formação de placas de gordura;  bloqueadores de cálcio, para evitar a perda da elasticidade dos vasos afetados; e a implantação de stents (malhas metálicas) por meio de um cateter, para que seja aumentado o volume de sangue que passa pelo vaso.

stent

Aplicação do stent.

Blibliografia

http://www.news.med.br/p/saude/222530/oms+divulga+as+dez+principais+causas+de+morte+no+mundo.htm

http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=133

http://www.antioxidantes.com.ar/Imagenes/Art211_G5.gif

http://portaldocoracao.uol.com.br/aterosclerose/como-se-formam-as-placas-de-ateroma-nas-arterias

http://www.medicamentoscaseiros.com.br/wp-content/uploads/2012/12/Arteriosclerose-e-os-alimentos-fitoterapicos.jpg

https://radicaislivres96.files.wordpress.com/2012/11/obesidade5b15d.jpg

Postado por Caio Augusto,  10/02/2013.

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Mal de Alzheimer:

brain

É uma doença degenerativa do sistema nervoso central. Não possui cura, porém, há tratamento. É uma doença que afeta por volta de 15 milhões de pessoas pelo mundo, e, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), afeta cerca de 6% da população brasileira com mais de 60 anos, ou seja, 900 mil pessoas.

Esta é uma doença que provoca declínio das funções intelectuais, o que causa problemas cognitivos, sociais, afeta o comportamento e a personalidade do indivíduo.

Características:

No desenvolvimento da enfermidade, placas senis* e emaranhados de neurofibrilas combinado com perda neural afeta a zona do hipocampo e zonas do neocórtex, o que causa demência e morte. Normalmente, após o diagnóstico, o paciente tem uma sobrevida de 8 anos.

Uma hipótese do surgimento da doença correlaciona uma mutação no cromossomo XXI, responsável pelo gene precursor da proteína β-amilóide (PPA) com a doença. Portanto, esta mutação causa uma produção excessiva deste peptídeo, que se acumula nas partes afetadas do cérebro.

Outra provável causa seria uma alteração na conformação da proteína tau, que é responsável pela estabilidade de microtúbulos. No Alzheimer, esta proteína fica hiperfosforilada, o que  gera a formação de neurofibrilas e acaba contribuindo para a desintegração do sistema de transporte intracelular nos neurônios.

Sintomas:

As conseqüências do Alzheimer são, geralmente, as mesmas em todos os pacientes. Obviamente, em cada indivíduo a doença pode ter o desenvolvimento de maneiras distintas. Entretanto, esta doença possui quatro fases sintomáticas que são, mais ou menos, equivalentes no geral dos casos de Alzheimer. Estas fases serão aqui enumeradas.

Primeira fase:

É uma fase de difícil diagnóstico, sendo que os primeiros sintomas podem ser facilmente confundidos com o envelhecimento natural ou com o estresse. No início, o sintoma primário mais observável é a perda da memória de curto prazo. Também há a perda da capacidade de concentração, dificuldade de formar pensamentos abstratos, desorientação têmporo-espacial e apatia.

Segunda fase:

Com o desenvolvimento da doença, mais e mais neurônios morrem e, por conseguinte, os neurotransmissores diminuem quantitativamente. Isto leva a um aumento na dificuldade de reconhecimento e identificação de objetos – agnosia – e na execução de movimentos – apraxia.

Nesta fase, começa a se notar a dificuldade de formulação da fala, pois parte do vocabulário do paciente vai se perdendo.

Terceira fase:

O aumento na perda de vocabulário aumenta. Conjuntamente, a capacidade de ler e de escrever vai se esvaindo. O paciente passa a ter muita dificuldade de realizar tarefas simples do dia à dia. É nesta fase que o paciente começa a não conseguir reconhecer parente e amigos. Muitos pacientes passam a desenvolver ilusões e outros sintomas relacionados.

Quarta fase – ou fase terminal:

Todos os sintomas já listados são agravados. Normalmente, o paciente apresenta dupla incontinência. Sua vida fica restrita ao leito. É comum o surgimento de infecções. Aqui, a sobrevida do paciente é muito limitada.

Estresse Oxidativo e o Alzheimer:

Algumas pesquisas chegam a colocar o acúmulo de proteínas β-amilóides, em forma de placas, e o surgimento de emaranhados de neurofibrilas seja um esforço do cérebro para tentar se proteger do Estresse Oxidativo, o que colocaria este Estresse como fator primário de surgimento da doença.

O Estresse Oxidativo pode ser o responsável pela forforilação excessiva da proteína tau, o que geraria lesões nurofibrilares.

No caso da β-amilóides, a placas podem gerar um aumento no Estresse Oxidativo, o que aumenta a quantidade e espécies reativas de oxigênio, diminui a atividade enzimática do sistema de defesa antioxidante e gera uma atividade mitocondrial disfuncional. Agentes inflamatórios são recrutados para as placas, o que tende a acelerar a formação do microambiente oxidativo.

Por ser uma doença crônica, pode-se supor que os neurônios estão sujeitos a níveis quase letais de Estresse Oxidativo por períodos prolongados.

Pode-se resumir o processo na chamada “cascata oxidativa”: As espécies reativas de oxigênio provocam danos no DNA, DNA mitocondrial, fosfolipídeos etc. Os danos vão se somando ao longo do tempo, o que provoca mais e mais produção de radicais livres, o que sobrepõe a capacidade da célula de controlar este ciclo. Ai, então, a célula passa a secretar mais e mais proteínas β-amilóde, com o intuito de se proteger. Porém, isto acaba gerando mais neuroinflamação e mais produção de espécies reativas de oxigênio. Por fim, todo o sistema vai sendo afetado de modo que o organismo não consegue mais reagir de maneira adequada, o que conflui na debilidade das funções mentais.

AD_2003

Peroxidação Lipídica:

Fosfolipídeos poliinsaturados, constituintes da membrana celular, são alvos das espécies reativas de oxigênio. A formação de OH e de radicais livres inicia a peroxidação lipídica. Os produtos desta oxidação causam mudanças conformacionais em proteínas, o que leva a inibição da ação enzimática. Esta peroxidação pode, também, levar à perda da assimetria da membrana plasmática. Como produto final desta peroxidação, pode-se levar em consideração a formação das placas β-amilóde.

Metais e Alzheimer:

Ferro e Cobre, por exemplo, levam a geração de radicais livres, o que, como já explicado, pode gerar níveis tóxicos de proteína β-amilóde.

Temos, por exemplo, a Reação de Fenton, na qual íons de Fe2+ ou Cu2+, ao reagirem com H2O2, geram OH, que é extremamente reativo.

Entretanto, não se deve culpar imediatamente estes metais, e sim, a desregulação de mecanismos responsáveis pela sua adequada função no organismo.

ferro

Óxido Nítrico:

O NO é um biorregulador de vários sistemas, incluindo o nervoso. Também possui um papel importante no aprendizado, na memória etc. Ele é produzido pela conversão da L-arginina em L-citrulina, pela ação da NO sintase (NOS). Então, estudos têm proposto que neurônios com expressão de NOS estão muito suscetíveis à neurodegeneração, e também relacionam a NOS com a hipefosforilação da proteína tau.  Assim, a NOS pode contribuir para o Alzheimer.

NO

Referências Bibliográficas:

http://ajcn.nutrition.org/content/71/2/621s.full

http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2012/07/19/excess-iron-leads-to-alzheimers.aspx

http://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/2271/4/1%20%20%20%20documento.pdf

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal_de_Alzheimer

http://www.abraz.com.br/

Postado por Gabriel Elias Salmen Raffoul, 10/02/2013

Uma resposta para Patologias

  1. Katy disse:

    Muito bom , mas gostaria que voces comentassem sobre o efeito patologico de radicais livres no sistema digestorio

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