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Postado por Caio Augusto, em 27/02/2012

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Oxidação de LDL

Como a gordura entra em nosso corpo?

Quando se ingere lipídeos, normalmente triglicerídeos, eles passam pelas paredes do estômago e intestino.

Como são apolares se unem em gotas que, após passar o estômago, são emulsificadas pelos sais biliares. O papel da emulsificação é dispersar as grandes gotas de gordura em gotículas chamadas micelas, para facilitar sua absorção pelas células.

Após a emulsificação, as moléculas de triglicerídeo são quebradas em glicerol e ácidos graxos pelas enzimas lipases produzidas no pâncreas. Sendo assim absorvidas pelas células intestinais.

Meio de transporte da gordura?

Nas células intestinais, uma camada de proteínas reúne a gordura (remontada como triglicerídeo) em pacotinhos, que variam de nomenclatura conforme suas densidades e concentrações de lipídeos.1-s2.0-S000398610300465X-gr1

As proteínas que ajudam no transporte da gordura se chamam: LDL, VLDL, IDL, HDL e os quilomícrons. Essa camada de proteínas, devido sua polaridade, auxilia o transporte, em um meio polar, de uma substância apolar. Os quilomícrons são conduzidos para o sistema linfático, pois devido seus tamanhos não conseguiriam atravessar pelas paredes dos capilares. Eles entram para a corrente sanguínea pelas veias. Mais tarde, quando a LDL está intacta (não oxidada) ela acaba sendo reconhecida por receptores das membranas celulares e pode ser armazenada ou queimada para a geração de calor. Quando oxidadas, ativam células de defesa do organismo, provocando inflamação e formação de ateromas nas paredes dos vasos, podendo causar isquemia ou AVC.

A oxidação de LDL e os Radicais Livres

Os radicais são capazes de reagir com o LDL circulante no sangue. O excesso de radicais livres (estresse oxidativo) pode influenciar a formação de mais LDL oxidada. A LDL torna-se uma partícula apodrecida, por ação de espécies reativas de oxigênio como:O2*-, H2O2, HO* e ONOO. O grande foco da agressão oxidativa ocorre na a apoproteína B100, que resulta em sua fragmentação em múltiplas cadeias peptícas pequenas, desaparecendo assim o ligante que permite sua ligação ao receptor para LDL das células.

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Hoje, já é perceptível que não é preciso apenas examinar a concentração de LDL na corrente sanguínea. A concentração de LDL oxidada é de grande importância para a prevenção e conclusão de diagnósticos médicos. Existem algumas técnicas para determinar o teor de LDL oxidada no sangue, contudo, são dispendiosas, demoradas e podem não ser conclusivas. Um estudo realizado pela equipe do Instituto do Milênio de Fluidos Complexos aplicou uma técnica de óptica não linear a soluções de LDL nativa e oxidada. Essa técnica é conhecida como Varredura-Z e mede o coeficiente termo-óptico da solução, ligado ao seu índice de refração não linear.

Seus estudos indicaram que a LDL não oxidada apresentava um valor mensurável desse parâmetro, diferentemente da LDL oxidada, que não apresenta sinal de Varredura-Z nas mesmas condições experimentais. Dessa forma hoje é possível estabelecer uma sistemática de medida na qual se é capaz de quantificar a concentração de LDL nativa e oxidada em uma amostra de sangue.

Referências Bibliográficas

http://www.bioinfo.org.cn/book/biochemistry/chapt20/675-1.jpg

http://ars.els-cdn.com/content/image/1-s2.0-S000398610300465X-gr1.gif

http://www.if.usp.br/compesq/LDL_AMF.pdf

http://en.wikipedia.org/wiki/Apolipoprotein_B

Postado por Caio Augusto, em 18/02/2012

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Watch N’ask

Nas pesquisas de Linus Pauling, a vitamina C tinha um papel importante no combate ao câncer, o que o motivou a ingerir doses exageradas desse composto. Contudo, comprovou-se que apenas a vitamina C obtida via intravenosa tinha esse efeito, ao contrário daquele obtido por via oral. Por que ocorre essa diferença? Está relacionada a uma via metabólica, hormonal ou fisiológica específica?

Pergunta feita pelo grupo de neurotransmissores

Resposta:

A vitamina C pode ser ministrada de duas maneiras, pela via oral e intravenosa. O corpo possui alguns mecanismos para evitar a ingestão excessiva de nutrientes, dentre eles a diarréia e a eliminação via urina. A necessidade de se manter a concentração sangüínea elevada, para realizar alguns estudos, não é suprida pela via oral, pois os dois mecanismos supracitados são utilizados pelo corpo para eliminar a vitamina. A introdução venosa no organismo é eliminada apenas pela urina. Essas altas dosagens, quando na corrente sangüínea, fazem com que as células que produzem o peróxido de hidrogênio radicalar (OH) elevem suas concentrações, atuando mais eficientemente na destruição de células cancerosas.

Referências Bibliográficas

http://emaxilab.com/saude-e-bem-estar-artigo-1-5165.html

http://www.estoubeim.com/2011/04/estudo-confirma-vitamina-c-intravenosa.html

Postado por Caio Augusto, em 18/02/2012

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O Coração e Radicais livres

             Cientistas da universidade médica sueca “Karolinska Institutet” afirmam que os radicais livres não são apenas vilões da regulação metabólica. Um estudo publicado pelo “The Journal of Physiology”, afirma que os radicais livres agem como substâncias sinalizadoras, influenciando precisamente na força que o coração precisa bater em momentos contínuos de estresse. O papel que os radicais livres desempenham na fisiologia do coração mostra que é um mito a idéia do radical livre como exclusivo catabólito e um perigo que deve ser combatido.
O professor Håkan Westerblad, que liderou o estudo, afirmou: “Como de costume, é um caso de tudo com moderação. Em condições normais, os radicais livres agem como substâncias sinalizadoras importantes, mas os níveis muito elevados ou aumentos de longa duração, podem conduzir a doenças.”
O sistema nervoso autônomo simpático estimula receptores conhecidos como receptores beta-adrenérgicos na superfície das células do coração, quando o corpo está sujeito a diferentes tipos de stress.

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Contração mediada por receptores beta-adrenergicos

Além da glicogenólise isto faz com que algumas proteínas no interior das células cardíacas sejam fosforiladas, tornando assim a contração do coração mais forte. O estudo mostrou que a estimulação dos receptores beta-adrenergicos aumentam a produção de radicais livres nas mitocôndrias cardíacas.

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Em vermelho radicais livres provenientes da respiração celular.

Quando as células foram expostas a antioxidantes, o efeito da estimulação beta-adrenergica cessou. Um novo mecanismo de regulamentação da força cardíaca foi descoberto. Trazendo à luz a compreensão de vários tipos de deficiências cardíacas.

Håkan Westerblad afirmou:
“Os radicais livres desempenham um papel importante, uma vez que contribuem para o coração ser capaz de bombear mais sangue em situações estressantes. Por outro lado, o esforço persistente pode levar à insuficiência cardíaca crônica e neste aspecto, o aumento dos níveis de radicais livres pode ser parte do problema.”
Autores de um outro estudo esticaram mecanicamente células cardíacas individuais, para simular o batimento cardíaco após seu preenchimento por sangue. Os pesquisadores descobriram que este estiramento faz com que apareça um aumento considerável de radicais livres. Percebeu-se com isso  que esta pequena “explosão” controlada de Radicais livres  ativa sinais normais de cálcio que regulam a contração do coração saudável.

Como o cálcio controla a contração?

Após a sinalização nervosa retículos, no interior da célula, liberam reservas de cálcio. Ao entrar em contato com as miofibrilas, o cálcio desbloqueia os sítios de ligação da actina e permite que esta se ligue à miosina, dando início à contração muscular. Contudo no coração, a contração ocorre graças ao cálcio pela ativação da Tropomiosina C, estrutura presente no filamento de actina. É importante ressaltar que, devido seu trabalho intenso, no músculo cardíaco grande parte do cálcio necessário para a contração provem do liquido extra celular.

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Contração muscular

Um diferencial no aprofundamento do segundo estudo alertou que uma grande explosão descontrolada de Radicais se mostrou prejudicial. A produção desenfreada de espécies reativas de oxigênio ( Radiais Livres) nas células gera um erro na sinalização de cálcio, o que pode perturbar o ritmo cardíaco normal e provocar problemas cardíacos como arritmia.
Entender o funcionamento da sinalização molecular ajuda a compreender melhor a fisiologia do coração. “Nós podemos agora olhar para um fenômeno de todo o coração, mas estudá-lo ao nível de uma única célula e nos ater ao que está realmente acontecendo na célula cardíaca individual. Acreditamos ter identificado um mecanismo que ocorre em todas as células cardíacas a cada batida e que é fundamental para regular a liberação de cálcio no coração,” diz o co-autor Benjamin Prosser da University of Maryland Center for Biomedical Engineering and Technology (BioMET)

Referências Bibliográficas

http://pt.wikipedia.org/wiki/Receptores_adren%C3%A9rgicos

http://www.sciencedaily.com/releases/2011/02/110228090404.htm
http://pt-br.infomedicarascunho.wikia.com/wiki/Fisiologia_da_Contra%C3%A7%C3%A3o_Muscular                                                                                                 http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarc%C3%B3mero
http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/20688/ciencia-e-tecnologia/radicais-livres-produzidos-pelo-coracao-viram-alvo-terapeutico-contra-arritmias

Postado por Caio Augusto, em 20/01/2012

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Introdução

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Estrutura da Vitamina C

Descoberta pelo cientista húngaro Albert Szent-Györgyi, a Vitamina C é o antioxidante mais abundante no sangue. Linus Pauling foi um dos maiores entusiastas dos efeitos antioxidantes dessa vitamina. Ela é hidrossolúvel e está relacionado com a manutenção das funções fisiológicas vitais. No organismo sua principal função é a hidroxilação do colágeno, proteína constituinte dos ossos, dentes, tendões e paredes dos vasos sanguíneos. Conhecida também como ácido ascórbico, essa vitamina é adquirida pelo organismo via alimentação. Durante a evolução dos primatas uma mutação fez com que a enzima gulonolactona oxidase, capaz de realizar sua síntese a partir da glicose, não fosse mais produzida.

 

Características químicas

O nome ácido ascórbico apresenta suas duas características, uma química e outra fisiológica. Por estar ligada diretamente com a manutenção das estruturas dos vasos sanguíneos, sua presença é relacionada à proteção contra a doença escorbuto. Sua estrutura contém um grupo hidróxi-enólico que lhe fornece capacidade redutora e um comportamento ácido em meio aquoso.

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Ionização da Vitamina C e formação do Ascorbato

A Vitamina C é utilizada como conservante para preservar alimentos como frutas, verduras, lacticínios e legumes processados. Outra importância do ácido ascórbico é a de estabilizar radicais livres. O ácido pode reagir diretamente com o radical hidroxila (HO), particularmente agressivo, e transformá-lo em moléculas de água inofensivas para o organismo, em vez de perigosos radicais livres. Na forma ionizada, denominada Ascorbato, ela recicla moléculas chamadas peroxirredoxinas, que funcionam como catalisadores acelerando a transformação de peróxido de hidrogênio em água. O Sendo assim seu ion acaba funcionando como catalisador antioxidante.

Onde encontramos a Vitamina C

Apesar de presente no leite e no fígado, suas melhores fontes são frutas, principalmente as cítricas, batata assada e verduras. Algumas frutas, como goiaba e groselha negra apresentam concentrações elevadíssimas, contudo estão pouco presentes na dieta brasileira. O limão é um representante dos cítricos com elevado teor que aparece mais na nossa mesa. Na seguinte tabela são apresentados o teor de Vitamina C em alguns alimentos.

Lista Vita
Teor de vitamina C em alimentos

Estudos recentes avaliaram o teor de vitamina C e a capacidade antioxidante em diferentes variedades de laranjas e tangerinas, com relevância comercial no Brasil. Seguintes variedades foram analisadas: Tangerina ponkã, Tangerina murcote, Laranja pêra, Laranja lima, Laranja natal, Laranja bahia e Laranja valência. Nos estudos a laranja lima apresentou um teor elevado e a maior capacidade antioxidante.

Laranja lima

 

Vitamina C e o Câncer

A vitamina C pode atuar como anticarcinogênico, pois ao estabilizar os radicais livres inibe que eles alterem o material genético celular. A inserção de vitaminas antioxidantes como A, C e E apresenta benefícios para prevenção do câncer do colo uterino, principalmente nos estágios iniciais da carcinogênese cervical. Outras características seriam: estímulo da formação do colágeno, inibindo o vírus oncogênico, recuperação de incisões cirúrgicas, realce no efeito de determinadas drogas usadas em quimioterapia e neutralização de substâncias carcinogênicas.

Referências Bibliográficas

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vitamina

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antioxidante#.C3.81cido_asc.C3.B3rbico

http://saude.sapo.pt/peso-nutricao/nutricao/artigos-gerais/vitaminas-antioxidantes.html

http://envelhecimento93.blogspot.com.br/2011/07/vitamina-cmais-do-que-antioxidante-um.html

http://qnint.sbq.org.br/qni/visualizarTema.php?idTema=11

http://radlivres-unb.blogspot.com.br/2009/11/vitamina-c.html

http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/22205

http://www.scielo.br/pdf/cta/v30s1/03.pdf

Postado por Caio Augusto, em 10/12/2012

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