Antioxidantes

•16 de Fevereiro de 2013

Watch’N’Ask

Caros leitores, esse post será dedicado a resposta de uma pergunta proposta pelo grupo de Corticóides, após terem assistido nossa apresentação do seminário.

Pergunta:

Qual a relação da solubilidade (ser hidrossolúvel ou lipossolúvel) das vitaminas com as consequências danosas de sua ação oxidante?
Pergunta feita pelo grupo de Corticoides

http://corticoidesebioquimica.blogspot.com.br/

Resposta: 

A solubilidade das vitaminas antioxidantes é um importante endereçador do seu local de ação. Portanto, dependendo da solubilidade da vitamina, o efeito antioxidante é direcionado para o meio hidrossolúvel ou lipossolúvel. Esse endereçamento estabelece uma relação importante entre o mecanismo de reparo que ocorre entre a vitamina E e a vitamina C.

O alfa-tocoferil (vitamina E radicalar) é uma molécula muito tóxica e lipossolúvel, portanto, sua ação danosa é localizada no meio apolar das células, como as membranas celulares. É importante lembrar que sua toxicidade está relacionada ao caráter hidrofóbico, pois essas moléculas ficam retidas no meio apolar, e possuem uma baixa capacidade de depuração renal.

Logo, o ácido ascórbico é um importante reparador desse radical lipossolúvel, pois sendo a vitamina C um composto exógeno hidrossolúvel e tendo uma velocidade alta de excreção, seu radical não é considerado tóxico.

Referencias Bibliográficas:

• http://bigmonstro.webnode.com.br/news/terapia-ortomolecular-e-radicais-livres/

• http://cinutri.wordpress.com/2011/03/23/compostos-fenolicos-%E2%80%93-antioxidantes-e-pro-oxidantes/

• http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422007000200036&script=sci_arttext

Postado por Gabriel Rodrigues, em 16/02/2013.

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•16 de Fevereiro de 2013

Terapia Antioxidante

Termos como stress oxidativo, anti-oxidantes ou risco pro-oxidante, estão se tornando cada vez mais divulgados no meio acadêmico, isso é visto pelo aumento no número de conferências científicas internacionais e a publicação de milhares de artigos científicos na área. Um exemplo é o Paradoxo Francês, baseado na aparente compatibilidade de uma dieta rica em gordura com a baixa incidência de arteriosclerose coronária atribuída ao consumo regular, pelos franceses, de vinho tinto ou suco de uva. Flavonoides, e outras substâncias fenólicas encontradas no vinho tinto atuam como anti-oxidantes  diminuindo a oxidação de lipoproteínas de baixa densidade, e por conseqüencia diminuindo o risco de doenças artereogênicas.

Outros exemplos são, o processo de envelhecimento e sua correlação com o aumento de radicais livres, e a relação entre início e promoção do câncer e alteração nos tecidos provocadas por radicais livres, o que induz a ingestão de produtos anti-oxidantes como um fator químico que previna a instalação de doenças. Sabe-se atualmente que o  stress oxidativo está relacionado com a aquisição e progresso de mais de 100 doenças. Entretanto,  essas “evidências reais”, que não possuem maiores evidências clínicas, são consideradas tanto por médicos como por organismos reguladores da saúde, como “mitos” ou de importância “secundária”. Numa tentativa de destruir tais mitos, resultados de pesquisas químicas, pré-clínicas e trabalhos clínicos com o estrato puro das cascas de tronco de mangueira (Mangifera indica L.), desenvolvida em Cuba, foram revistos, com fortes evidências experimentais de suas propriedades antioxidantes, antiinflamatórias e imunomodulatórias.

Foi analisado que os extratos fitoquímicos extraídos das cascas de tronco de mangueira revelaram varios compostos como polifenois, terpenóides e açucares. Em um estudo posterior, permitiu-se identificar de forma quantitativa os componentes fenólicos, açúcares livres e polialcoois. Revelou-se sete constituintes fenólicos, ácido benzoico e seu éster propílico, três açucares livres (galactose, glicose e arabinose), e três polialcoois (sorbitol, mioinositol e xilitol)

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Resultados químicos, pré-clinicos e clínicos baseados no uso de estrato puro das cascas de tronco de mangueira confirmam sua função importante na ação antioxidante, antiinflamatoria e imunomodulatoria. Vimang é o fitomedicamento baseado nesse estudo, possui uma ação antioxidante significativa com alto potencial terapêutico em doenças relacionadas com estress oxidativo. Além disso, pode contrubuir em pesquisas sendo uma realidade efetiva no tratamento dessas doenças. Sua eficácia como um profilático ainda não é confirmada, pois exige-se um tempo longo para seu estudo em populações.

biobio2

O gráfico acima ilustra a proliferação in vitro dos linfócitos de pessoas com imunodeficiência celular. Diluções de vimang, induz um aumento na quantidade de linfócitos.

Referencias Bibliográficas:

•http://scielo.sld.cu/scielo.php?pid=S0864-02892003000200014&script=sci_arttext -Acesso em: 30 de dezembro de 2012

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-50532005000500004&script=sci_arttext -Acesso em: 30 de dezembro de 2012.

• Kyriakis, J. M.; Avruch, J.; Bioassays 1996, 18, 567; Cuzzocrea, S.; Riley, D. P.; Caputi, P. A.; Salvemini, D.; Pharmacol. Rev. 2001, 53, 135.

•http://bvs.sld.cu/revistas/spu/vol33_3_07/spu17307.htm  -Acesso em: 30 de dezembro de 2012

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Banner – Gabriel Silva Rodrigues:

Antioxidantes

Postado em 12/02/2013

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Vitamina E:

  • 12/02/2013

É uma vitamina lipossolúvel, encontrada na forma natural de α-tocoferol.

vitamina-E-alfa-tocoferol

Ela é um importante antioxidante, protegendo as membranas celulares de radicais livres sendo, portanto, fundamental na proteção dos efeitos do estresse oxidativo. Ao reagir com Radicais Livres, ela doa um de seus elétrons ao radical, o que o torna mais estável.

Baixos níveis de Vitamina E estão relacionados com uma perda na eficiência do sistema imunológico. Assim, além de ser uma vitamina importante para o combate de microorganismos prejudiciais à saúde, ela é fundamental para um envelhecimento mais saudável, pois, uma das conseqüências do envelhecimento, é uma diminuição na eficiência no sistema de defesa.

Como já descrito aqui no blog, a Vitamina E também pode estar relacionada com o Parkinson.

Fontes:

Pode ser encontrada em óleos vegetais (amendoim, soja, milho, girassol etc.), gérmen de trigo, nozes, sementes, por exemplo.

fonteE

Deficiência:

Pode estar relacionada com Anemia Hemolítica, Distrofia Muscular, Formação de Coágulos, Diminuição da Circulação Sanguínea etc.

Dosagem recomendada:

*Fonte Wikipedia.

mg/day

Age

Infants

4

0 to 6 months

5

7 to 12 months

Children

6

1 to 3 years

7

4 to 8 years

11

9 to 13 years

Adolescents and adults

15

14 and older

Referências Bibliográficas:

https://www.ufandshands.org/vitamin-e

http://www.en.wikipedia.org/wiki/Vitamin_E

http://www.ortomolecular.org/nitruients/e.html

http://www.corpoperfeito.com.br/ce/vitamina_e

Postado por Gabriel Elias Salmen Raffoul

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•31 de Janeiro de 2013

Antioxidantes e a sinalização celular

Os antioxidantes estão também envolvidos em outras funções no organismo bem como o controle de expressão genica e o processo de transdução de sinal.

Recentemente têm surgido evidências que mostram que alguns antioxidantes também atuam como sinalizadores de mensagens celulares na regulação do nível de componentes antioxidantes e enzimas.

Peroxirredoxinas(Prx): são tiol-proteínas com atividade antioxidante frente a variados substratos, tais como peróxido de hidrogênio, peroxinitrito e hidroperóxidos orgânicos. A reação catalisada por esta enzima está apresentada no esquema abaixo, onde R’-O-OH é a espécie a ser reduzida e RSH é uma espécie doadora de elétrons.

R’-O-OH + 2 RSH → R’-OH + H2O + RSSR

Sua atividade catalítica é regulada por fosforilação e centrada em um resíduo de cisteína ativado para reações do tipo redox (-SH). A reação ocorre em dois passos: o substrato é atacado pelo enxofre da cisteína, que se oxida a ácido sulfênico (-SOH), e esse resíduo é posteriormente regenerado. As peroxirredoxinas podem ainda ter suas cisteínas catalíticas oxidadas irreversivelmente a ácido sulfínico (-SO2H) e sulfônico (-SO3H), fato relevante fisiologicamente, pois a razão entre este tipo de enzima nas formas ativada e inativada tem um papel importante na sinalização de apoptose celular. Além disso, esta enzima é um importante sinalizador redox celular.

biobio1

A imagem acima ilustra três grandes mecanismos da peroxirredoxina. No primeiro, a acumulação de peroxirredoxina oxidada pode resultar em aumento de concentração de H2O2, gerando a oxidação  de proteínas (A, em amarelo). Em segundo, proteínas alvos se ligam seletivamente a peroxirredoxinas reduzidas ou oxidadas, e dessa forma o sinal varia dependendo do status de redução ou oxidação da enzima. No terceiro mecanismo, a peroxirredoxina oxidada, ilustrada como um intermediário do acido sulfenico, pode facilitar a  oxidação de proteínas por meio de reações de troca do grupo tiol (C1, verde).De outra maneira, a proteína tiorredoxina(Trx2) oxidada pode acumular-se como consequência do aumento da oxidação de peroxirredoxina, e proteínas que interagem com a Trx 2 ou possuem seu status de redox controlado pela Trx 2 passam a ser indiretamente controlados pela Prx.

Alfa-Tocoferol: O papel e importância das várias formas da vitamina E são ainda pouco claros, tendo sido sugerido que a mais importante função da α-tocoferol seria a de molécula de sinalização.

Polifenol: Polifenóis dietéticos podem exercer papéis não antioxidantes em concentrações pequenas que afetam a sinalização celular, a sensibilidade dos receptores, a atividade inflamatória das enzimas ou a regulação genética.

 

Referencias Bibliográficas:

• Cox, A. G.; Winterbourn, C. C.; Hampton, M. B., Mitochondrial peroxiredoxin involvement in antioxidant defence and redox signalling. Biochemistry Journal 2010, 425, 313-325.

• Williams RJ, Spencer JP, Rice-Evans C. (2004). “Flavonoids: antioxidants or signalling molecules?”. Free Radical Biology & Medicine 36 (7): 838–49. DOI:10.1016/j.freeradbiomed.2004.01.001. PMID 15019969

• 2007) “Is vitamin E an antioxidant, a regulator of signal transduction and gene expression, or a ‘junk’ food? Comments on the two accompanying papers: ‘Molecular mechanism of α-tocopherol action’ by A. Azzi and ‘Vitamin E, antioxidant and nothing more’ by M. Traber and J. Atkinson”. Free Radical Biology and Medicine 43 (1): 2–3. DOI:10.1016/j.freeradbiomed.2007.05.016. PMID 17561087.

• Rabilloud, T., Proteomics analysis of cellular response to oxidative stress: evidence for in vivo over-oxidation of peroxiredoxins at their active site. Journal of Biological Chemistry 2002, 277,  19396-19401.

Postado por Gabriel Rodrigues, em 31/01/2013.

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•25 de Janeiro de 2013

Antioxidantes ou Pró-oxidantes?

Embora se ouça falar tão bem dos antioxidantes, eles não são substancias milagrosas, eles podem se transformar em radicais livres ao doarem seus elétrons para outros radicais, podendo ser bastante tóxicos.

AH (antioxidante) + Rr (radical livre) -> Ar (antioxidante radicalar) + RH (radical neutralizado)

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Ar(antioxidante radicalar) + Biomolécula -> AH (regeneração do antioxidante) + Biomolécula danificada

O Tocoferil-H, um dos componentes da vitamina E, ao reagir com um radical livre, forma um composto altamente toxico, o tocoferil vide reação:

To-H (alfa-tocoferol) + Rr (radical livre) -> radical tocoferil + RH

Tocoferil + Biomolécula -> To-H + Biomolécula danificada

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A imagem acima mostra o mecanismo de reparo proposto pelo alfa-tocoferol ao neutralizar o radical aquilperoxila (ROO•) presente no ambiente intra membranar. E também a recuperação do pró-oxidante alfa-tocoferil em alfa-tocoferol pela ação do EGCG-OH – epigalocatequina (um polifenol). Percebe-se, ainda, a cooperação de carotenóides (CAR) no processo antioxidativo, sendo recuperado pelo Ácido ascórbico (vitamina C). E esse composto ácido ascórbico radicalar, por sua vez, sendo recuperado pela Glutationa (enzima com capacidade antioxidante, recuperada pelo mecanismo da via das pentoses por moléculas de NADPH).

Em baixas concentrações de tocoferil a célula consegue neutralizá-lo através de antioxidantes secundários como o acido úrico e o ascorbato, mas em altas concentrações isso não é possível.

Essa transformação da função do antioxidante, passando de redutor de radicais livres para um composto oxidante atribui a esse grupo de antioxidantes uma ação pró-oxidante. A ingestão excessiva ou inadequada de antioxidantes pode ser perigosa já que os compostos radicalares formados podem ser bastante tóxicos, causando estresse e até mesmo câncer.

Além das controvérsias existentes entre as observações epidemiológicas e os ensaios de intervenção, questiona-se até que ponto as estratégias de aumento de defesas antioxidantes por meio de nutrientes seriam benéficas, considerando-se que o excesso consumido poderá, ao longo da evolução, remover a pressão que modela sistemas endógenos, levando a uma sub-regulação ou não expressão de genes envolvidos com a defesa antioxidante endógena.

As células humanas geralmente encontram-se em estado reduzido, mas algum grau de oxidação localizada é necessário para funções importantes, de forma que a sobrecarga de compostos redutores pode influir negativamente em suas funções normais.

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Um excesso de antioxidantes redutores pode acarretar inibição da proliferação celular, por prevenir o estado transitório de oxidação e diminuir a adaptação ao estresse oxidativo. Pode ainda reduzir metais de transição livres que se tornam potentes catalisadores de reações em cadeia iniciadas por radicais livres

Entretanto, não existem evidências de que o consumo de alimentos ricos em antioxidantes ao longo da vida acarrete efeitos prejudiciais. Ao contrário, há fortes evidências epidemiológicas de que estejam associados a um envelhecimento saudável e à longevidade funcional. Todos os estudos que apresentaram resultados controversos utilizaram antioxidantes na forma de suplementos

Em síntese, o conjunto de nutrientes presentes nos alimentos parece propiciar proteção à saúde, e não um nutriente isolado. De fato, os antioxidantes não atuam sozinhos, agem em sinergia, sendo reciclados por outros antioxidantes. Daí a importância da presença de várias classes de antioxidantes no plasma, na bicamada lipídica e no meio intracelular.

Referencias Bibliográficas:

•Fenech, M.; Food Chem. Toxicol. 200240, 1113.

• Levine, M.; Conrycantilena, C.; Wang, Y. H.; Welch, R. W.; Washko, P. W.; Dhariwal, K. R.; Park, J. B.; Lazarev, A.; Graumlich, J. F.; King, J.; Cantilena, L. R.; Proc. Natl. Acad. Sci. U. S. A. 1996,93,704.

•http://ijt.sagepub.com/content/21/3_suppl/51.abstract – Acesso em: 30 de dezembro de 2012.

•http://www.scielo.br/pdf/qn/v30n2/35.pdf – Acesso em: 25/01/2013

Postado por Gabriel Rodrigues, em 25/01/2013.

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•18 de Janeiro de 2013

Antioxidantes Exógenos

Os antioxidantes exógenos são aqueles que podem ser adquiridos por meio da alimentação. São responsáveis por minimizar e até bloquear os danos causados pelos radicais livres. Levando-se em conta que estamos expostos constantemente ao ataque de radicais livres, torna-se extremamente importante a ingestão adequada de tais alimentos. Uma alimentação adequada é capaz de suprir toda a demanda nutricional do organismo, fazendo com que este funcione adequadamente e prevenindo doenças. E também bloqueando os danos causados pelo estresse oxidativo, que é capaz não só de acelerar o envelhecimento precoce, como também de causar diversas doenças.

Dentre os antioxidantes não enzimáticos principais adquiridos de forma exógena pelo organismos, são estes:

Polifenóis: são constituídos por um ou mais unidades de fenol por molécula.  São compostos muito estáveis em relações antioxidantes porque apresentam ligações muito estáveis com o Ferro. E também devido a ação quelante que esses polifenóis possuem ao sequestrar o Ferro, protegendo da reação de peroxidação de lipídeos por meio do bloqueio da reação de Fenton. Pode ser encontrado em: Açaí, Cacau, Guaraná, Chá Verde e Chá Vermelho.

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Ácido ascórbico (Vitamina C): Reduzem os radicais superóxido e hidrozil. Sua ação antioxidante é  identificada por meio da captura de oxigênio presente no meio, através de reações químicas estáveis, tornando-os indisponíveis para atuarem como propagadores da autoxidação. Também pode atuar  como sinergista na regeneração de antioxidantes primários. Frutas e vegetais são suas principais fontes.

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Alfa-Tocoferol (Vitamina E): Protege a membrana celular contra a peroxidação lipídica. Esta vitamina pode encontrar-se em diversas formas como – α, β, γ e δ tocoferol – e α-tocotrienol26,28-29, sendo a mais comum a α-tocoferol. A vitamina E localiza-se primariamente nas estruturas fosfolipídicas das membranas celulares. As moléculas desta vitamina doam facilmente um hidrogênio do grupo hidroxilo (-OH) da sua estrutura em anel, aos radicais livres, tornando-os não reativos. A principal função biológica da vitamina E é proteger os PUFAs e outros componentes das membranas celulares, e as LDL da oxidação pelos radicais livres. Encontra-se em óleos vegetais, grãos, vegetais e folhas verdes.

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Carotenóides: alguns são precursores da vitamina A. Diminuem a peroxidação lipídica. O beta-caroteno é uma  vitamina solúvel  em água  e é amplamente estudada dentre os 600 carotenoides identificados até o momento. É encarada como a melhor eliminadora de oxigênio singleto, que é uma forma energizada, mas sem carga do oxigênio, que é muito toxica para as células.  Suas fontes são vegetais verdes e amarelos, tomate (rico em licopeno, um tipo de carotenoide) peixe, ovos.

Referencias Bibliográficas:

•http://chemistry.clemson.edu/brumaghimgroup/pubs/cbb2009polyphenol.pdf – Acesso em: 30 de dezembro de 2012.

http://www.revista-fi.com/materias/83.pdf – Acesso em: 30 de dezembro de 2012.

•http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/54615/1/138435_1031TCD31.pdf – Acesso em: 30 de dezembro de 2012. – Acesso em: 30 de dezembro de 2012.

Postado por Gabriel Rodrigues, em 18/01/2013.

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02 de Janeiro de 2013

Antioxidantes Endógenos

O organismo possui mecanismos para controlar e regular a ação de radicais livres e de espécies reativas de oxigênio (EROS). Esses mecanismos são realizados pela defesa antioxidante, a qual protege o organismo da oxidação de material genético, lipídeos , proteínas. Os antioxidantes são classificados em dois grupos: enzimáticos e não enzimáticos. O segundo grupo é em sua maior parte adquirido através da dieta do individuo, pois, geralmente, não são sintetizados pelo próprio corpo, diferentemente dos enzimáticos.

Aqui estão alguns exemplos de antioxidantes enzimáticos:

Glutationa Peroxidase (GPx): São quatro diferentes selenioenzimas nesse grupo. Importantes enzimas que catalisam a decomposição de H2O2 e de alguns hidroperóxidos orgânicos convertendo a glutationa reduzida (GSH) a glutationa oxidada (GSSG). Controlam melhor pequenos aumentos de H2O2.

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Glutationa S-Transferase (GST): Grupo de enzimas multifuncionais que catalisam a conjugação do GSH a componentes celulares danificados por meio da oxidação. E importante na detoxificação de hidroperóxidos orgânicos. É encontrada abundantemente no fígado.

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Catalase: É uma hemeproteína com NADH em sua estrutura. Ela catalisa a degradação de H2O2 e é efetiva em situações de estresse oxidativo, com altas concentrações de H2O2. Localiza-se principalmente nos peroxissomos. E possui alta atividade no fígado, nas hemácias, rins, tecido adiposo.

Superoxido dismutase (SOD): Esse grupo possui quatro tipos de enzimas. O metal acoplado a cada um deles é especifico, podendo ser Cu-Zn, Fe , Mn. Catalisam a transformação de O2 em H2O e O2.  São encontradas nos lisossomos, peroxissomos, núcleo, espaço intermembranar da mitocôndria. São observados em maior concentração nos eritrócitos, músculos esqueléticos, coração, cérebro e nas superfícies das células dos pulmões e dos vasos sanguíneos.

Os animais produzem também algumas moléculas de baixo peso importantes na defesa antioxidante como a melanina, a melatonina, o ácido úrico.

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A imagem acima exemplifica a formação de espécies reativas de oxigênio e mecanismos antioxidantes nos sistemas biológicos. O O2 é convertido em superóxido (O2) por enzimas oxidativas no retículo endoplasmático (RE), mitocôndrias, membrana plasmática, peroxissomas e citosol. O O2 é convertido em H2O2 por dismutação e, daí, em OH pela reação de Fenton catalisada por Cu2+/Fe2+. O H2O2 também é derivado diretamente de oxidases nos peroxissomas. Outro radical potencialmente lesivo não é mostrado: o oxigênio singleto. A resultante lesão por radicais livres dos lipídios (peroxidação), proteínas e DNA acarreta várias formas de lesão celular. Repare que o superóxido catalisa a redução do Fe3+ em Fe2+, aumentando assim a geração de OH pela reação de Fenton. As principais enzimas antioxidantes são a superóxido-dismutase, catalase, e glutationa-peroxidase. GSH, glutationa reduzida; GSSG, glutationa oxidada; NADPH, forma reduzida de fosfato de dinucleotídio de andenina nicotinamida.

  Referencias Bibliográficas:

http://www.sc.u-tokai.ac.jp/Iwaokalab/content_en/research/theme1_en.html – Acesso em: 30 de dezembro de 2012.

•http://www.evidenciasaude.com.br/artigos/15-Minirrevisao-Radicais-Livres-e-Estresse-Oxidativo – Acesso em: 30 de dezembro de 2012.

•http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422008000500046 – Acesso em: 30 de dezembro de 2012.

• Robbins & Cotran – Bases Patológicas das Doenças, 7a Ed.

Postado por Gabriel Rodrigues, em 02/01/2013.

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• 02 de Dezembro de 2012

Antioxidantes – Introdução

O nosso corpo é formado por bilhões de células mantidas juntas por pontes de elétrons, algumas vezes essas moléculas possuem uma junta frágil que pode se partir resultando em uma molécula instável. Esta molécula é conhecida como radical livre. Alguns radicais livres ocorrem naturalmente em nosso corpo por meio do nosso metabolismo. Contudo, existem muitos fatores ambientais que podem causar o excesso de radicais livres.

Por exemplo :

•Poluição;

•Fumaça do cigarro;

•Herbicidas e químicos;

• Estresse;

• Falta de sono;

• Falta de exercício.

Muitos peritos acreditam que os radicais livres estão associados a causa de doenças como: artrite, inflamação, suscetibilidade ao câncer, envelhecimento precoce e até mesmo problemas cardiovasculares.

1

Ao procurar substituir o elétron que está ausente, estes radicais livres começam a atacar as células vizinhas. Quando as células atacadas cedem o seu elétron, elas se transformam em novos radicais livres. Isto pode ocasionar uma reação em cadeia resultando em dano de milhões de moléculas próximas. Esta reação em cadeia é conhecida como estresse oxidante. Considerado como a causa principal de muitas doenças que atacam nosso corpo sadio.

E como podemos nos proteger desses radicais livres?

2

Bem, se esse processo destrutivo ocorre por causa da oxidação, então a resposta seria a antioxidação. E isto se realiza por meio do consumo de antioxidantes. Os antioxidantes interrompem essa reação em cadeia ao doar um dos seus próprios elétrons aos radicais livres. Isto somente é possível porque o antioxidante não se torna um novo radical livre ao doar seu elétron, ele continua estável.

3

Um grupo de pesquisadores criou um teste a fim de medir a capacidade que o antioxidante tem em pacificar os radicais livres em nosso organismo. Esse teste é conhecido como Teste de Capacidade de Absorção de Radicais de Oxigênio ou Teste ORAC. Os alimentos são assim testados e classificados com um numero que é conhecido como número ou valor de ORAC.

4

Referencias Bibliográficas:

http://www.oracvalues.com/ – Acesso em: 01 de dezembro de 2012.

• http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/what-should-you-eat/antioxidants/ – Acesso em: 01 de dezembro de 2012.

• http://nutritionalmuscletesting.com/index.php?p=2_70 – Acesso em: 01 de dezembro de 2012.

• http://www.lemnisfarmacia.com.br/cranberry-no-tratamento-e-prevencao-das-infeccoes-do-trato-urinario/ – Acesso em: 01 de dezembro de 2012.

http://www.ondeestaodinheiro.com.br/radicais-livres-estresse-oxidativo-e-o-envelhecimento-precoce – Acesso em: 01 de dezembro de 2012.

 Postado por Gabriel Rodrigues, em 02/12/2012.

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